Trabalhadores da PT<br>vão questionar Sócrates
A Frente Comum de organizações representativas dos trabalhadores da Portugal Telecom está a mobilizar funcionários no activo e reformados para, na próxima quinta-feira, dia 22, a partir das 15 horas, participarem numa concentração nacional, frente à residência oficial do primeiro-ministro.
Como representante do Estado e da participação privilegiada (em>golden share) que este detém no capital social da PT, o Governo deve impedir o desbloqueamento dos estatutos da empresa e evitar o desmembramento do maior grupo empresarial do País – ao contrário do que está perspectivado, no quadro da operação bolsista (OPA) lançada pela Sonae, há um ano.
«Esta ou qualquer outra OPA que aposte no desmembramento da PT pode servir os valores dos grandes accionistas, compradores ou vendedores, mas não serve os valores do País, dos consumidores e dos trabalhadores», defendem a Comissão de Trabalhadores e os sindicatos SNTCT, STPT, STT e Sinquadros.
As estruturas da Frente Comum reclamam do chefe do Governo que, na assembleia de accionistas, a 2 de Março, os representantes do Estado tenham instruções para, além de defenderem a actual redacção dos estatutos, contrariarem as más opções da actual administração da PT. Os resultados anunciados na semana passada, por exemplo, com 867 milhões de euros de lucros no ano de 2006 e com um aumento das reservas distribuíveis (a totalizarem 3400 milhões de euros, entre 2006 e 2008), a manter-se a actual linha, permitiriam um autêntico «euromilhões» para alguns dos grandes novos accionistas, que entraram na PT depois de anunciada a OPA. Fonte da Comissão de Trabalhadores estima que Joe Berardo poderia arrecadar mais de 11 milhões de euros, Carlos Slim (Telefones do México) ganharia mais de 18 milhões e Nuno Vasconcelos (Ongoing, parceiro do BES) lucraria quase 11 milhões.
Face aos resultados, que reflectem a «engenharia financeira» realizada e as alterações ao Plano de Saúde (com medidas penalizadoras de dezenas de milhares de beneficiários), mas igualmente o «trabalho esforçado e de qualidade» realizado pelos trabalhadores, a CT da Portugal Telecom defendeu já que a administração deveria atribuir a cada funcionário um prémio extraordinário de 500 euros, realçando que tal «representa uns irrisórios 1,5 por cento do lucro obtido».
Como representante do Estado e da participação privilegiada (em>golden share) que este detém no capital social da PT, o Governo deve impedir o desbloqueamento dos estatutos da empresa e evitar o desmembramento do maior grupo empresarial do País – ao contrário do que está perspectivado, no quadro da operação bolsista (OPA) lançada pela Sonae, há um ano.
«Esta ou qualquer outra OPA que aposte no desmembramento da PT pode servir os valores dos grandes accionistas, compradores ou vendedores, mas não serve os valores do País, dos consumidores e dos trabalhadores», defendem a Comissão de Trabalhadores e os sindicatos SNTCT, STPT, STT e Sinquadros.
As estruturas da Frente Comum reclamam do chefe do Governo que, na assembleia de accionistas, a 2 de Março, os representantes do Estado tenham instruções para, além de defenderem a actual redacção dos estatutos, contrariarem as más opções da actual administração da PT. Os resultados anunciados na semana passada, por exemplo, com 867 milhões de euros de lucros no ano de 2006 e com um aumento das reservas distribuíveis (a totalizarem 3400 milhões de euros, entre 2006 e 2008), a manter-se a actual linha, permitiriam um autêntico «euromilhões» para alguns dos grandes novos accionistas, que entraram na PT depois de anunciada a OPA. Fonte da Comissão de Trabalhadores estima que Joe Berardo poderia arrecadar mais de 11 milhões de euros, Carlos Slim (Telefones do México) ganharia mais de 18 milhões e Nuno Vasconcelos (Ongoing, parceiro do BES) lucraria quase 11 milhões.
Face aos resultados, que reflectem a «engenharia financeira» realizada e as alterações ao Plano de Saúde (com medidas penalizadoras de dezenas de milhares de beneficiários), mas igualmente o «trabalho esforçado e de qualidade» realizado pelos trabalhadores, a CT da Portugal Telecom defendeu já que a administração deveria atribuir a cada funcionário um prémio extraordinário de 500 euros, realçando que tal «representa uns irrisórios 1,5 por cento do lucro obtido».